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A GPL do Blender: o que você pode fazer com o programa e com seus arquivos

A página da licença separa o Blender dos arquivos que você faz nele. Esta página só repete essa linha.

Citado de blender.org/about/license e da seção de licença de blender.org/support/faq, conferido em 2026-10-22. Isto não é aconselhamento jurídico.

O que a página da licença diz sobre o programa

O Blender é publicado sob a GNU GPL. A página lista quatro liberdades: usar o Blender para qualquer fim, distribuí-lo, estudar como funciona e alterá-lo, e distribuir versões alteradas.

A mesma página diz que a GPL exige que todos compartilhem suas modificações quando também compartilham o programa em público. Ela chama isso de copyleft. A FAQ reescreve a última liberdade como obrigação: se você distribui uma versão alterada, publica o código alterado como GPL.

O código desenvolvido em blender.org fica, por padrão, sob a GNU GPL versão 2 ou posterior. A página diz que alguns módulos usam licenças mais permissivas e cita o Cycles como Apache 2.0. Em seguida diz que todos os componentes que formam o Blender são compatíveis sob a GNU GPL versão 3 ou posterior, e que a versão 3 ou posterior é a licença de qualquer distribuição dos binários do Blender.

O que ela diz sobre os arquivos que você faz

A seção da obra diz que o que você cria com o Blender é sua propriedade exclusiva. Imagens, arquivos de filme, arquivos .blend e outros arquivos de dados que o Blender pode gravar podem ser usados como você quiser.

Ela diz que o Blender pode ser usado comercialmente por artistas, por estúdios para filmes de animação ou VFX, por artistas de jogos em jogos comerciais, por cientistas em pesquisa e por estudantes em instituições de ensino.

A FAQ responde sim a “Posso licenciar eu mesmo os arquivos .blend?”. Chama os .blend de saída do programa e de direito autoral exclusivo do usuário, e diz que o formato só guarda definições de dados. Acrescenta um limite: se você embute scripts Python no .blend e esses scripts se ligam a outras bibliotecas, valem as regras dos complementos.

A linha que a página traça

A página da licença trata o programa e a sua saída como coisas diferentes. O programa é GPL. A saída, inclusive os arquivos .blend, é sua.

Os complementos ficam do lado do programa. A página diz que a API Python do Blender faz parte do software, então um script que use a API precisa ser compartilhado sob uma licença compatível com a GPL se você o publicar. Você pode vender o script, mas a venda é só o serviço de download. O cliente recebe o script sob a GPL, com as mesmas condições livres do Blender.

A FAQ diz que você só pode vender a sua versão do Blender se o cliente receber essa versão e o código sob a mesma GPL. Diz também que uma organização pode alterar o Blender e manter as mudanças dentro da organização sem publicá-las. Compartilhar essa build fora da organização significa que o código tem de estar disponível como GPL.

Perguntas e a página que responde

PerguntaO que o blender.org dizURL
Posso usar o Blender em trabalho comercial?Sim. O que você cria é sua propriedade exclusiva, e o uso comercial por artistas, estúdios, artistas de jogos e estudantes é permitido.Licença: sua obra
De quem é um arquivo .blend?Seu. A FAQ chama o .blend de saída do programa e de direito autoral do usuário. Scripts Python embutidos podem cair nas regras dos complementos.FAQ: arquivos .blend
Que licença cobre um complemento publicado que chama a API Python?Uma licença compatível com a GPL. Você pode vender o download. Quem compra recebe o script sob a GPL.Licença: complementos
Uma empresa pode manter um Blender modificado só para si?Sim, enquanto essa build ficar dentro da organização. Compartilhá-la fora significa que o código precisa estar disponível como GPL.FAQ: mudanças internas
A instalação oficial precisa de conta ou de internet?Não. A página da licença diz que não é preciso cadastro e que uma instalação padrão não abre conexão com a internet. Essa nota vale para a versão oficial de blender.org.Licença: privacidade

O que esta página não acrescenta

A FAQ abre com um aviso: o texto é preciso no melhor do conhecimento deles, as páginas são oferecidas como estão, voluntários as escreveram e a Blender Foundation não responde por elas. Aponta a Free Software Foundation para um relato mais preciso e diz para consultar um advogado se quiser aconselhamento jurídico sobre a GPL. Paramos aí. Nada aqui lê o que um tribunal faria.

O custo prático de usar o programa está em Vale a pena usar o Blender?. Para escolher qual tarefa levar a outra ferramenta, leia como escolher uma alternativa ao Blender. Notas de licença e plataformas de uma ferramenta paga estão em Blender ou Cinema 4D. Todos os posts estão no índice do blog Front.

Continue lendo

Todos os artigos, do mais recente ao mais antigo, estão no índice do blog da Front.

Perguntas frequentes

A GPL do Blender é a mesma coisa que ser dono do programa?

Não. A página da licença diz que você pode usar, estudar, alterar e compartilhar o Blender sob a GPL. Uma seção separada diz que a obra que você cria é sua propriedade exclusiva.

Posso vender um render que fiz no Blender?

A seção da obra diz que imagens e arquivos de filme são seus para usar como quiser, e que artistas e estúdios podem usar o Blender comercialmente.

Posso vender um complemento do Blender?

Sim, se você o publicar. A página da licença e a FAQ dizem que quem compra precisa recebê-lo sob a GPL, não sob termos que só você controla.

Fontes